
Cinquenta anos atrás, The Making of the English Working Class , de E.P. Thompson, recuperou o estudo da história dos poderosos. Reis e rainhas, latifundiários e industriais, políticos e imperialistas haviam-se apossado de grande parte da memória pública. Em 1980, A People's History of the United States , de Howard Zinn, demonstrou também que as liberdades e direitos que desfrutamos precariamente – livre expressão, livre associação, o sistema de júri, os direitos de minorias – foram realizações de pessoas comuns, não prendas de elites.

Houve um tempo em que todos, ou quase todos os atores no Oriente Médio, tinham posições claras. Era possível antecipar, com alto grau de êxito, como este ou aquele ator reagiria a qualquer fato novo.

A perigosa trajetória que vai das armas nucleares à energia nuclear está a ser questionada por um crescente movimento popular que reclama paz e sustentabilidade. E é uma lição para o resto do mundo.

A Arábia Saudita tem todos os vícios e nenhuma das virtudes de um estado rico em petróleo como a Venezuela. O país é governado por uma ditadura familiar que não tolera qualquer oposição e pune severamente os defensores dos direitos humanos e os dissidentes políticos.

Quem leu meus dois artigos anteriores "O funesto império mundial das corporações" e "Uma governança global da pior espécie: os mercadores" terá seguramente concluido que na única nave espacial-Terra, seus passageiros viajam em condiçõs totalmente diferentes.

Na semana passada, surgiu nova informação sobre o roubo e a divulgação à imprensa de documentos classificados do Governo dos Estados Unidos que revelaram um amplo programa de vigilância ultra-secreto do Governo.

Nos dias de hoje as "revoltas de massas" contra a democracia tornaram-se um procedimento operacional habitual para os governantes da Europa Ocidental e EUA, que procuram contornar os procedimentos democráticos e estabelecer clientes pró-imperialistas.

O Presidente Barack Obama proclamou o dia 15 de dezembro como o "Dia da Carta dos Direitos". No dia seguinte, o juiz federal Richard J. Leon qualificou as políticas de espionagem de Obama de "quase orwellianas".

No fim dos anos 1960 o editor-chefe do London Daily Mirror, Hugh Cudlipp, atribuiu-me mais uma missão. Devia retornar à minha pátria, a Austrália, e "descobrir o que está por trás da sua face radiante".

Uma das derivações mais inesperadas da crise nas relações entre o Brasil e os Estados Unidos, que deu origem ao duro discurso da presidente Dilma Rousseff na Assembleia Geral da ONU e o cancelamento da "visita de Estado" para Washington - prevista para outubro deste ano- teve um impacto direto sobre um tema que rondava nos despachos oficiais em Brasília desde 2005 e que até poucos dias atrás permaneciam sem solução: a controversa renovação da frota de 36 caças para o Brasil que precisa controlar o seu espaço aéreo e, especialmente, a da vasta bacia amazônica e sub- Amazônia.
Quem somos | Info legal | Publicidade | Copyleft © 2010 Diário Liberdade.
Contacto: info [arroba] diarioliberdade.org | Telf: (+34) 717714759
Desenhado por Eledian Technology
Para poder votar os comentários, é necessário ter registro próprio no Diário Liberdade ou logar-se.
Clique em uma das opções abaixo.