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Telmo Varela

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Forja de opiniom

O imperialismo, fase superior do capitalismo (I parte)

Telmo Varela - Publicado: Sexta, 06 Julho 2012 22:00

1- Desenvolvimento do capitalismo e apariçom dos monopólios

A expansom e consolidaçom do sistema capitalista levou-no, a finais do século XVIII, à etapa monopolista do seu desenvolvimento, o imperialismo.


Os monopólios surgem como resultado do crescimento gigantesco e a concentraçom da grande indústria. Este processo de concentraçom da produçom é um fenómeno lógico e natural, que nasce da livre competência capitalista e se desenvolve à vez que o próprio sistema capitalista.

As crises periódicas de superproduçom intensificam o processo da concentraçom. Durante os períodos de crises, as empresas pequenas ou mais fracas ao nom poder fazer frente à competência, som deslocadas ou absorvidas polas mais grandes, pois estas, ao contar com um maior poder económico, podem aplicar a tenologia mais avançada, com o que embaratecem os custes de produçom e multiplicam a produtividade. Isto provoca a ruina das pequenas empresas, as quais som compradas polas grandes a baixo preço, ou se submetem a elas. Nascem desta maneira as distintas formas de monopólio: os consórcios, que som grupos de empresas associadas que abarcam diversas ramas da indústria, os seguros, transportes, casas comerciais, etc, os quais, ainda que formalmente conservam independência, de facto acham-se sob o controlo do grupo financieiro mais importante, que é quem encabeça o consórcio; os truts, nos que as empresas mais fortes absorvérom completamente o resto; os cárteis, nos que os capitalistas que elaboram produtos homogéneos e que se distribuem o mercado, estabelecem elevados preços de monopólio, mas conservam a sua independência comercial, de produçom, etc.

Se na década de 60 e 70 do século XVIII se podia afirmar que o capitalismo se achava ainda na fase premonopolista, é com a crise de 1873, de forma ianda fraca, e coma crise de 1903 quando já definitivamente, os monopólios se convertêrom na forma dominante de organizaçom da produçom capitalista.
Assim pois, a livre competência capitalista engendra a concentraçom da produçom e esta à sua vez, chegada a um grau de desenvolvimento, dá origem à apariçom dos monopólios.

2- O capital financieiro, produto da fusom do capital bancário e industrial

A mesma vez que a concentraçom da produçom e a formaçom dos monopólios tem lugar a concentraçom bancária e a apariçom do capital financieiro. Se na etapa premonopolista do capitalismo os bancos eram meros intermediários de pagamentos entre capitalistas, com o crescimento da indústria e das operaçons bancárias que trouxo consigo, os bancos fôrom concntrando nas suas maos o capital monetário de todos os capitalistas, ao tempo que controlavam os meios de produçom.

O meio mais direto para fazer-se com o controlo das empresas é o crédito. Dele dependem os capitalsitas individuais para poder sobreviver à competência. Os bancos mais fortes vam absorvendo ou "incorporando" os pequenos e as empresas controladas por eles formando-se deste jeito as union monopolistas denominadas consórcios bancários. Os bancos convertem-se assim, de modestos intermediários, em verdadeiras instituiçons económicas e financieiras que controlam a vida económica de toda a sociedade. Deste modo fundirom-se num só o tradicional capital monetário e comercial que antigamente controlavam os banqueiros, e o capital industrial que era controlado polos patrons. Desta fusom nasce o capital financieiro, que se acha nas maos duns quantos grandes consórcios bancários monopolistas, que som dominados à sua vez por um novo e reduzido grupo social: a oligarquia financieira.

A "gestiom" dos monopólios capitalistas nas condiçons da propriedade privada e da produçom mercantil consolida a dominaçom da oligarquia financieira sob a imensa maioria da populaçom. O capitalismo financieiro ao goçar do monopólio obtem ganhos enormes com a constituiçom de sociedades anónimas, emisons de valores, empréstitos do Estado, etc. Mas se o ganho do capitalismo financieiro em etapas de auge comercial som enormes, som ainda maiores em épocas de crise económica. Ao estalar acumulam-se os stocks e jurde a necessidade maciça de dinheiro em efetivo para fazer frente às dívidas, polo que incrementa o preço do dinheiro, o tipo de juro chegando a atingir níveis usureiros. É entom quando o capitalsimo financieiro obtem fabulossos ganhos. Além, os mais fracos sucumbem inevitavelmente em maos de consórcios bancários mais fortes, os quais procedem a efetuar o "saneamento" ou "reorganizaçom" das empresas e grupos comerciais absorvidos.

A concentraçom bancária e a apariçom do capital financieiro é um dos ragos mais caraterísticos do imperialismo.

3- A exportaçom de capitais, necessidade natural do monopolismo

A exportaçom de capitais é outra das caraterísticas fundamentais do imperialismo. O Capital exportava-se já durante o período premonopolista, mas entom desempenhava um papel secundário respeito à exportaçom de mercadorias. A necessidade de exportar capital aparece nos países capitalistas mais desenvolvidos por mor de que a oligarquia financieira, depois de concentrar nas suas maos enormes recursos materiais e monetários, acha limitadas as possibilidades de investir no interior do país, de modo que os investimentos garantem altos ganhos; desta maneira forma-se um relativo "excedente" de capital que se desloca para as zonas onde a quota de ganho é superior ao do país. É assim como os países atrassados fôrom incorporados à circulaçom do capital mundial, desde o momento que contam com vias de comunicaçom e de força de trabalho livre para a exploraçom capitalista. Nestes países a quota de ganho é mais alta a causa de que o preço da terra, os salários e as matérias primas é infinitamente mais baixo. O capitalismo desenvolveu-se nestes países atrassados com todas as conseqüências: crescimento da produçom e a formaçom do proletariado industrial; mas este é um capitalismo deforme e completamente dependente das grandes potências imperialistas, dados que os capitais chegados invistem-se só naquelas ramas da extraçom e transformaçom das materias primas especialmente abundantes e baratas e, por tanto, de fáceis ganhos.

4- Os monopólios agudizam todas as contradiçons do sistema capitalista

Desta necessidade natural que tenhem os monopólios de novos mercados para as suas mercadorias e para o investimneto de capitais, jurdiu a luita entre as grandes potências imperialistas pola distribuiçom territorial do mundo.
Nas três últimas décadas do século XIX o mundo ficou repartido entre uns poucos países desenvolvidos. Mas esta distribuiçom que se realizou em funçom dacforça das diferentes potências, nom se realizou dumha vez e para sempre. Na etapa imperialista acentua-se a desigualdade do desenvolvimento dos distintos países capitalistas, uns países reforçam as suas posiçons no mercado mundial a conta de outros; o mundo já repartido reparte-se novamente de forma periódica em consonáncia com a nova correlaçom de forças dadas no mundo capitalista. Assim, na medida que se passa à fase monopolista do desenvolvimento -o imperialismo, a desigualdade económica entre os países converte-se nun factor importante para que se agravem as contradiçons entre as potências imperialistas, as quais no seu afam de superar os seus rivais, recorrem o conflito bélico. Deste modo geram-se as duas guerras mundiais.

Os estados imperialistas adaptam a sua economia às necessidades da guerra já nos tempos de paz. Insto conleva um investimento improdutivo de ingentes recursos laborais e materiais, a um trastorno da economia, e intensifica e agudiza todas as contradiçons sociais.

A apariçom dos monopólios nom só nom acabou com as crises periódicas de superproduçom que padecia o sistema capitalista, senom que polo contrário acentua-as e endurece ainda mais. Os monopólios acrescentam a anarquia da produçom capitalista, acrescentam a desigualdade no desenvolvimento das distintas ramas e países, intensificam a exploraçom das trabalhadoras e trabalhadores e agravam o conflito entre o volume da produçom e a escasa capacidade aquisitiva da populaçom. A substituiçom da livre competência polo domínio dos monopólios conduziu a que as crises económicas sejam mais frequentes e prolongadas, e mais curtos os períodos de auge.

Para tratar de paliar os efeitos da grave crise que padece o sistema capitalista, a oligarquia dominante recorre ao armamentismo para tentar buscar por esta via umha saída. O armamentismo e a militarizaçom de toda a vida do país reflite claramente o processo de descomposiçom e o parasitismo a que chegou o sistema capitalista.

"Os monopólios, a oligarquia, a tendência à dominaçom em vez da tendência à liberdade, à exploraçom cada vez maior de naçons pequenas ou fracas por um punhado de naçons riquíssimas ou muito fortes, todo isto originou os rasgos distintivos do imperialismo que obrigam a qualificá-lo de capitalsimo parasita ou em estado de descomposiçom1". Lenine, neste parágrafo, pom ao descuberto outro dos traços fundamentais do imperialismo: a formaçom de Estados rendistas, de Estados usureiros, nos que a burguesia vive cada dia mais a custa dos povos das naçons mais pequenas ou fracas, à vez que suprime no interior dos países capitalistas todas as liberdades, intensifica a reaçom política e o jugo nacional, e impóm um regime de tipo fascista.

Telmo Varela

Prisom de Topas, Salamanca, 15 de junho de 2012

V. I. Lenine. "O imperialismo, fase superior do capitalismo".


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