E como no resto do mundo, seja em países colonizados ou nom, a realidade di que nom todas as pessoas temos os mesmos interesses e sabemos que as diferenças determinam a existência de contradiçons de classes, que com o passo dos anos vai mudando até conformar-se na realidade atual, mui distinta à que se podia viver ao longo dos séculos XIX e XX. Ainda assim a dia de hoje, os direitos, as liberdades, a qualidade de vida, a justiça, a repressom, etc cétera medem-se de forma oposta para umha minoria que ostenta o poder económico e político (banqueiros, multinacionais, políticos comprados ...) e a imensa maioria de trabalhadoras/es, desempregadas/os, estudantes ...
Frente a estas duas questons (questom nacional e questom de classe) a esquerda nacionalista e independentista galega, mantivo sempre ao longo das últimas décadas, um modus operandi semelhante no acionar político, que geraçom após geraçom, vai permanentemente empotrando-se de cheio contra os muros do poder.
Pode caraterizar-se entre outras consideraçons, polo seguinte:
-Minifundismo polítio.
-Aposta polo modelo orgánico da frente onde1+2+3 nom tem porque dar 6, (excepto o caso da AN-PG, o resto mantivo sempre umha linha de afastamento com a realidade social) ainda dizendo o contrário.
-Servilismo e entrega por parte do BNG às dinámicas do poder, frente a dinámicas marginais por parte do independentismo.
-Converter as agressons dos sistema político espanhol face a nossa terra, no motor que dinamiza o trabalho dalgumhas organizaçons políticas, em lugar de criar umha dinámica construtiva, positivista, apostando por construir um país novo à amrgem das diferenças espanholas e capitalistas.
-Incapacidade para transformar o potencial do sindicalismo nacionalista em canteira política e massa social consciente da realidade galega.
-Imobilismo ideológico e político, sem disposiçom a acolher novas fórmulas e novas ideias mais adaptadas à realidade do século XXI.
Podemos estar de acordo nisto ou nom, se quadra nom é o mais importante, porque o diagnóstico ainda podendo ser diferente, pode levar-nos a conclusons mui semelhantes que nom suponham atrancos face o futuro.
O mias importante é a realidade de hoje em dia, e por tanto a que necessariamente há que afrontar com vistas ao futuro. Por esta razom quero plantejar duas questons fundamentais.
1- A necessiadade de organizar às classes populares galegas para defender os seus direitos, em base a critérios de defesa doss eus interesses, que como afirmei anteriormante, vam encaminhados sempre face dous horizontes bem definidos: a questom nacional e a questom social.
2- Estabelecer um quadro mínimo, real, asumível, compreensível, plural e com os pés na terra que queremos defender, para que acolha no futuro a umha maioria social deste país, na vertente ideológica e na vertente de atuaçom política, demonstrando que sim somos um ativo importante para a defesa do país.
Com o singelo que é isto, nom entendo como ao longo de tantos ans, poidera apostar-se reiteradamente polo modelo frentista, onde nom se ponhem por cima da mesa os interesses do sujeito passivo galego e popular, senom das diferentes organizaçons que o conformam. Agora mesmo temos o exemplo do BNG: a luita polo poder das diferentees organizaçons que o conformavam, derivou numha série de cisons que nom respondem aos interesses gerais da nossa terra, senom aos de cada organizaçom. Isto em si mesmo, é um atranco que impossibilita umha prática mais dinámica, impermeável a novas tendências que fluem nestes primeiros anos do século XXI.
Também historicamente, os conteúdos ideológicos nos que se movérom as diferentes tendências do nacionalismo-independentismo bebem das mesmas fontes com definiçons tipo que perduram desde os anos sessenta até os nossos dias. E sendo realistas e consequentes com as circunstâncias históricas desdes momentos, há que renovar algumha questom, mas sobre todo, as opçons práticas que umha e outra vez venhem falhando e demonstrando que a maioria das escolhidas até agora estám invalidadas. Por esse caminho é mais que evidente que a dia de hoje, determinadas correntes populares que transcendem a nossa terra para ter amplitude mundial, nom sintem como referência à que achegar-se na Galiza ao nacionalismo-independentismo, nem na rua nem nos votos. Enrocar-se em posiçons isoladas das necessidades do povo, cair na trampa de enredar-se em atitudes que levam a autoinclusons inecessárias ou supeditar-se cegamente às prevendas que bem sabe oferecer o sistema, destacam mais negativamente na gente comum, que qualquer escrito cheio de bondades e ideias fenomenais.
Que pode ser entom aquilo que na teoria e na prática, pode mudar a situaçom e capacitar umha nova forma de fazer política na Galiza e para Galiza, a liderar a luita polos direitos que coletiva e individualmente nos assistem?
Algumhas ideias, sem ordem de importáncia.
1- Assumir como próprias as reivindicaçons de multidom de coletivos que hoje luitam na defesa dos seus direitos, consequência das agressons consubstanciais a este sistema. Exemplos há muitos: AVE, Reganosa, agressons urbanísticas, piscifatorias, minicentrais, especulaçom ... fomentando a consciência ecológica e respeituosa com o meio natural.
2- Entender que as decisons sobre os alicerces fundamentais dum país, nom podem residir exclusivamente nos partidos governantes, senom que a opiniom do povo tem que ser escuitada e respeitada, mais alá das convocatórias eleitorais.
3- Posta em marcha do salário tope que consiste em marcar um teito salarial por cima e por abaixo, para todas as pessoas dependentes das administraçons galegas (a discutir mas que poderia rondar entre 1.200/1.800 euros mês em funçom da situaçom familiar) incluidos políticos, assessores, etc cétera.
4- Eliminaçom dos privilégios de infinidade de políticos do nosso país, desde a Junta a multidom de concelhos, como os carros oficiais, dietas astronómicas, etc cétera.
5- Fomento entre a vizinhança das redes solidárias entre iguais, que promovem o fomento das hortas e granjas coletivas, economatos sociais, intercâmbios sem dinheiro; e outras iniciativas sociais para o autoabastecimento e o fomento da solidariedade, nom da esmola.
6- Conseguir a taxa cero de exclusom social, mediante políticas solidárias e a promoçom real do emprego alternativo.
7- Participar ativamente nas açons contra os despejos efeituados pola banca, reivindicando que o nom pagar hipotecas pola degradaçom laboral implique a suspensom inediata da mesma, sem a perda da vivenda. Num hipotético futuro onde se poidesse governar, promover medidas num horizonte a meio e longo prazo, para a implantaçom dumha banca pública, e a curto, a promoçom da banca ética.
8- Apostar polo ensino e pola sanidade pública exclusivamente deixando de apoiar os negócios concertados que só respondem a interesses privados. Deste jeito essas plusvalias revertiriam de novo nos serviços públicos, tanto nas prestaçons aos usuários/as como nas condiçons de trabalho desenvolvidas.
9- Apostar também pola municipalizaçom de multidom de serviços que passarom a maos privadas mediante concesons: lixo, trasnportes urbanos, limpeza, et cétera.
10- Posta em andamento de um meio de informaçom alternativo, mais alá da rede. Ainda com certa precariedade inicial, a informaçom escrita nas vivendas ajuda muito a chegar à vizinhança para dar a conhecer novas ideias, propstas, et cétera.
11- Aposta polo direito a que Galiza poda decidir livremente o seu futuro.
12- O galego é a língua própria da nossa terra.
13- Apostar rotundamente pola defesa dos direitos laborais das classes trabalhadoras, atingidos logo dumha longa história de luita, no quadro laboral da nossa terra.
Estas só som algumhas das propostas que quero deixar por cima da mesa, necessariamente nas que há que aondar. Mas a mensagem que quero divulgra é que é obrigado umha mudança na trajetória teórico-prática da dinámica política do nacionalismo-independentismo, entendendo esta dupla corrente, nom polos diferentes chiringuitos existentes; senom por ese capital humano limitado que poderia começar umha andaina com mínimos recursos e assentar-se de cheio neste galego que está pedindo a gritos um referente sério e comprometido com o país.
E temos que assumir também que o nosso povo, polo menos hoje, percisa de cousas claras, de honestidade e de escuitar as verdades sobre o que está padecendo, ainda que por dizé-lo mais alto, com mais contundência ou com golpes na mesa provavelmente nom o receba melhor e fuxa para sempre. O que sim é certo que a nível quantitativo o índice de consciência nacionalista está reducindo-se, o que indica que as cousas nom se estám fazendo bem, polo que percissamos de ferramentas novas, diferentes e atrativas para sair deste furado cada vez mais fundo.
Cárcere de Topas (Salamanca)
5 de maio de 2012