A estas ofensivas neoliberais, do grande Capital, é preciso responder com verdadeiras políticas de esquerda que favoreçam a repartiçom do trabalho e da riqueza. A obrigaçom das organizaçons de classe e revolucionárias é seguirem a impulsionar umha mudança radical na orientaçom dos princípios que regem o funciobnamneto da economia. Socializar os meios de produçom e os lucros. A Greve Geral do dia 29 M deve ir nesta direçom. O sistema capitalista é um sistema parasita e caduco, oposto totalmente aos interesses populares. Polo bem da maioria, há que transformá-lo e derrocá-lo.
Os sindicatos conciliadores –UGT e CCOO, aceitam nos seus princípios doutrinares e nas suas posiçons estratégicas a estrutura fundamental da sociedade capitalista. Nom pretendem, pois, transformar o sistema e dedicam a sua açom à mera defesa dos interesses económicos dos trabalhadores e trabalhadoras mediante umha colaboraçom leal e eficaz com patrons e com o Estado através de umha conduta qualificada corretamente de "responsável", entendendo por tal a que aceita subordinar as reivindicaçons sindicais ao interesse geral da naçom espanhola. Os sindicatos reformistas ou de conciliaçom fôrom-se transformando em instituiçons de controlo da espontaneidade e da combatividade obreira. Sob a renúncia de toda luita que poida por em perigo o sistema, estes sindicatos som umha garantia de estabilidade para os interesses da oligarquia e das sociedades capitalistas, às quais tam gostosamentes servem.
Outro aspeto que quero resenhar é que a emancipaçom da classe obreira deve ser obra da mesma classe obreira.
Desejo assinalar a importáncia que tem a participaçom ativa da grande maioria dos obreiros e obreiras nos labores sindicais, na elaboraçom de materiais, nas campanhas a desenvolver, nos planos, na elaboraçom e distribuiçom de panfletos, et cétera, e todo isto de forma desinteressada, sabedores de que, se nom o figermos nós, vam fazê-lo outros, mas com outros fins e com outros interesses alheios os da classe obreira.
Só com grande entrega e dedicaçom, por parte de todas e todos, as tarefas sindicais saem adiante e na direçom que nós mesmos marcamos, formando-nos, fazendo caminho num campo novo, aprendendo e ensinando, e com grande entusiasmo ao vermos que o trabalho sai adiante, sem liberados e com menos tarefas burocráticas. Na medida que empreendermos este caminho, a implicaçom e a participaçom vai ser maior, porque a classe obreira vai senti-lo como algo próprio, entom vamos dispor de mais braços e forças para as tarefas quotidianas e para promovermos a luita por todas as partes.
A greve bem dirigida desenvolve a consciência de classe, assim como a organizaçom das massas, permitindo, ao mesmo tempo, negociar em condiçons mais favoráveis para os trabalhadores e trabalhadoras.
Orabém, no Estado espanhol nom existe alternativa possível para a classe trabalhadora galega. A alternativa virá da mao de umha estratégia independentista com vocaçom de transformar o modelo económico e social.
Por último, acrescentar que devemos aproveitar a Greve Geral de 29-M, para dentro das possibilidades imprimir um espírito combativo e erguer o movimento espontáneo a um nível superior de compromisso, de organizaçom e de luita.
Por umha Greve geral revolucionária!!
Por umha Galiza ceive, socialista e antipatriarcal!!
Todas e todos a Greve Geral do dia 29-M!!
Cárcere de Topas, Salamanca, 11 de março de 2012
* Telmo Varela, preso político galego