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Telmo Varela

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Forja de opiniom

Teoria e praxe revolucionária

Telmo Varela - Publicado: Sexta, 23 Março 2012 16:21

Telmo Varela

Na sociedade de classes, cada pessoa existe como membro dumha determinada classe, e todas as ideias, sem exceçom, levam o seu selo de classe. E a classe burguesa, que domina todos os meiso, apresenta-nos como bom todo aquilo que é favorável para os seus interesses; e como mau e perjudicial a luita de classes, a organizaçom do proletariado. Todo o que for luitar, reclamar, exigir os nossos direitos é pernicioso e já chamam as forças repressivas para que nos moam a paus.


Cortes, reformas laborais, apertar o cinto, som medidas que aplaudem os empresários porque sabem que som medidas trestritivas para o povo trabalhador e das quais eles vam a sair bem parados, obtendo pingües ganhos.

Perante todo isto, quero dar a minha humilde opiniom, mas antes quero deixar sentado que nada mais longe do meu pensamento, acreditar que porque acho que este sistema decrépito que nos oprime vai a ser derrotado -sem nengumha dúvida, antes ou depois-, a sua queda vai a vir só, ficando com os braços cruzados aguardando por ela. A minha ideia de como há que combater as medidas exploradoras e criminosas do Governo, vai polo caminho defendido polo querido Che Guevara, revolucionário onde os houvesse e reconhecido como tal em todo o mundo, que o capitalismo parasita nom cairá por si próprio jamais, que há que derrubá-lo mediante um processo verdadeiramente revolucionário, eliminando previamente por completo esse reformismo vulgar, claudicante, pacifista, adormecido e passivo que deixa a classe obreira inativa e sem nada que fazer, simplesmente aguardando a que a revoluçom chegue por si só, ou simplesmente passe, e a burguesia se volte a recompor.

Chegou o momento que as palavras há que acompanhá-las de factos. Há que aumentar a presença nas ruas, superar a atitude de espetadores e passar a ser agentes ativos de todas aquelas luitas e protestos da classe trabalhadora. Se nom nos armarmos de coragem, nunca daremos o passo para nos pormos à frente do combate e compartilhar com as massas as ánsias de libertaçom. Se o pessoal mais consciente e decidido nom dermos esse passo, nom podemos pedir, e menos exigir, às massas um compromisso maior na luita. Se ficarmos com os braços cruzados, a conflituosidade social nunca chegará ao seu pico mais álgido, pois as massas por si sós nom som capazes de atingir esse nível de luita; temos que agarrar as rédeas com força e logo ter a capacidade e a audácia de as dirigir corretamente, ao mesmo tempo, evitar que os discursos e a política domesticadora de reformistas e oportunistas consigam o objetivo de atar de pés e maos as massas.

Há que deixar bem claro, com umha teoria e umha praxe revolucionária, que existe futuro e possibilidades de mudar a situaçom, mas sempre à margem das organizaçons pactistas e afins ao sistema; som tempos de combate e luita, de parar a ofensiva reacionária antes de que seja demasiado tarde para os interesses populares.

Estamos assistindo a um retrocesso sem precedentes nos direitos laborais e sociais das trabalhdoras e trabalhadres, mediante diferentes reformas laborais e das pensons (apoiados polos lacaios de UGT e CCOO) que só respondem à avarícia dos especuladores financeiros, a banca e o patronato:

·Reduçom das indenizaçons empresariais por despedimento (na prática despedimento livre).

·Maior liberdade para que o patrom mude a jornada, o salário e as funçons das pessoas ao seu serviço como melhor lhe convinher.

·Ataque aos convénios coletivos em favor da empresa, debilitando a uniom dos trabalhadores e trabalhadoras e a sua autodefesa.

·Incremento da idade de reforma aos 67 anos.

·Aumentárom de 35 a 38 anos o período de cotizaçom para poder cobrar 100% da pensom.

·Subírom de 15 a 25 anos o período para o cálculo de pensom.

·Aumentárom a precariedade laboral, recurtárom os salários e congelárom as pensons.

·Privatizaçom dos serviços de emprego, cedendo às ETTs funçons antes atribuidas em exclusiva aos serviços públicos de emprego.

·Alargamento a um ano do período de provas, tornando o despedimento nesse período em gratuíto.

·Obrigaçom das pessoas desempregadas trabalharem "voluntariamente" para poderem receber o correspondente subsídio.

·Maior poder as mútuas, no seu papel já desenvolvido na atualidade de reduzir ao máximo as baixas por doenças e outros motivos objetivos, convertendo quem estiver de baixa em "suspeito" de fraude.

·Maior flexibilidade para justificar os despedimentos, junto à procedência "automática" dos mesmos, a nom ser que o trabalhador ou trabalhadora consiga mostrar o contrário.

·Prolongamento a um ano do período de provas, tornando o despedimento em gratuíto nesse período.

Estas som só algumhas das melhorias que nos arrebatárom nos últimos três anos, mas tenhem na carteira mais cortes dos nossos direitos, que conseguimos em muitos anos de luita e ao custo de muitos sacrifícios e rios de sangue. Nom podemos permanecer impassíveis olhando como os cortes sempre som contra os mesmos.

Para os responsáveis e culpáveis desta crise: banca, multinacionais, patronato, especuladores ... todo som vantagens, facilidades para seguir explorando-nos e exprimir-nos. Enquanto o povo e, em concreto, a classe obreira, está passando-as canutas, os empresários superam os lucros de anos anteriores. Como é possível ter maiores lucros se estamos em crise? Empobrecem as trabalhadoras e trabalhadores para que os capitalistas sejam mais milionários. Todas e cada umha das medidas que adotou o governo do PSOE, e agora a do PP, fôrom encaminhadas a cortar serviços e os direitos das massas trabalhadoras e a favorecer os lucros da classe parasita, banqueiros e empresários sem escrúpulos, que nadam na abundância a conta da miséria cada vez maior do povo.

Se nom nos rebelarmos e lhes figermos frente com todas as conseqüências, vamos ir a pior. Há que abandonar o interclassismo porque hoje mais que nunca existem as classes e a luita de classes, e @s explorad@s temos o direito de nos rebelarmos contra os exploradores. Nom tod@s somos iguais, há quem vivemos do nosso trabalho e quem vivem à custa do nosso suor e esforço. Os que vivemos do nosso trabalho somos mais e temos muito mais força do que nós mesmos pensamos, muitíssima mais. Só temos que ter claro e ser conscientes que um sistema de violência com violência se derruba, disso nom podemos ter dúvida algumha. Um sistema injusto e cruel só pode dar lugar a um mais justo e igualitário. Temos capacidade e somos capazes, com motivaçom e decisom, de atingir umha nova sociedade, onde a nova realidade seja mais favorável para as classes que produzimos riquezas, com as nossas maos, para desfrute de toda a sociedade.

Nom é natural nem justo que umha minoria de sanguessugas se enriqueçam à conta de umha brutal exploraçom dumha imensa maioria de trabalhadores e trabalhadoras. É o momento de organizarmo-nos para ir somando num processo de acumulaçom de forças cada vez mais capazes e preparadas e sem perder nunca de vista o objetivo que perseguimos. Significa avançarmos tod@s junt@s, desde obreiros metalúrgicos a mestres e médicas, passando polo campesinato, estudantes e inteletuais num todo compacto como um povo afetado pola sem-razom de um Governo prepotente e déspota. Se golpearmos tod@s junt@s, à mesma vez, com menos sacrifícios e força, o golpe é maior, demolidor. E quanto mais acima golpearmos, maiores serám os resultados. Caminhando juntos em cada umha das luitas e confrontos, achegando experiências dum setor a outro, os obreiros vam aprender o dinamismo e criatividade dos mestres e médicos, e estes, a seriedade e disciplina de obreiras e obreiros. Com umha comunicaçom fluida na procura de açons conjuntas a desenvolver, todos os setores implicados nas luitas de facto vam sair fortalecidos.

À medida que o conflito social se for radicalizando, haverá mais pessoas que cobrem consciência do sistema que as oprime, primeiro dumha maneira mais instintiva, forçada pola sua realidade concreta que por verdadeiro convencimento, mas se as pessoas mais conscientes e avançadas tomarmos as decisons ajeitadas, acertamos nas análises e temos a capacidade de transmitir as mensagens inseridas nas massas, acho que podemos ter sucesso.

As respostas tenhem que ser contundentes, em muitos caos no primeiro momento a massa adormecida nom entenderá pola alienaçom a que se vé submetida, mas conforme avance a conflituosidade essas mesmas açons e outras serám recebidas com agrado por aquelas mesmas pessoas que anteriormente as censuravam... a realidade tristemente golpeia com contundência fazendo saltar férreas conceçons burguesas. Os diques de contençom tenhem um limite e resistem umha certa pressom e agora o sistema do bem-estar cambaleia e com ele a influência burguesa nas camadas populares. Há que impedir que o sistema tenha o ar que lhe permita recompor-se abortando o limite do dique e rebaixando a pressom ... eis está a chave, dar guerra sem quartel, açúcar sem descanso ... acumular forças e selecionar cuidadosamente as táticas a desenvolver dirigidas com a necessária audácia que permita afrontar acontecimentos inesperados nos momentos mais insuspeitados.

Só com a unidade da Organizaçom Revolucionária, poderemos atingir a unidade de toda a classe obreira e de todo o povo; só com a unidade de toda a classe obreira e de todo o povo poderemos vencer o inimigo e lograr a revoluçom nacional e social.

Telmo Varela

Cárcere de Topas (Salamanca)

7 de março de 2012


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