Hoje em dia repressom evoluiu, os corpos repressivos dérom passo ao primeiro plano os mercenários da pena, os jornalistas e os inteletuais ao serviço da reaçom e o capital. Hoje os meios de comunicaçom formam parte intrínseca da repressom. Estám magistralmente sincronizados com o Ministério do Interior, vam da mao, mas cada vez mais os meios de comunicaçom vam um passo ou dous por diante, preparando o terreno à força bruta. Cada vez o fam de forma mais descarada e cínica, colaborando com informaçom e dados e delatando a todo aquele que nom consideram afim ao seu sistema.
Eu mesmo fiu julgado e condenado polos incidneets num pleno municipal, polas fotos e vídeos que os jornalistas facilitárom à polícia e ao Julgado. A acusaçom baseou-se só e exclusivamente nestas únicas provas.
Há jornalistas honrados e honradas que nom entram no "jogo" de vender fotografias à polícia, mas esta é umha prática mui extendida nesta profissiom. Há-os que quando pensam que tenhem umha foto interessante já chamam eles à polícia. As fotografias atingem um preço de 100 a 200 euros, dependendo sempre da importáncia policial que tenham. Por fotos da greve do naval a polícia chegou a pagar 500€. Podedes imaginar a que fotografias me estou referindo. Umha prática esporádica nos anos 90 agora é habitual, a oferta do jornalista-mercenário está em alça.
Umha repressom eficaz está basada no controlo social, na assimilaçom e aceitaçom por parte das massas. Os meios de comunicaçom jogam um papel determinante como portavozes adiantando-se os contróis e os castigos, marcando os objetivos a golpear, criando o ambiente e as condiçons propícias para que os corpos repressivos intervenham com toda a contundência e brutalidade, sem que a sociedade se imute. A melhor repressom é aquela que as pessoas consideram necessária, embora vaia dirigida contra elas mesmas e os seus interesses. Esquecem-se que toda repressom existe em funçom de umha opressom e exploraçom que as classes dominantes exercem para assegurar e fortalecer o seu domínio e poder perpetuar-se assim no poder. Os fieis colaboracionistas do sistema dulcificam est repressom apresentando-a como adequada e necessária.
Com as últimas detençons de militantes independentistas temos um exemplo mui ilustrativo de como os meios de comunicaçom apresentárom estas detençons como necessárias e um bem para Galiza (será um bem para o imperialismo espanhol). Desde um princípio fôrom apresentad@s como perigosos terroristas, condenando-os de antemao de graves delitos. Tod@s @s detidos fôrom metidos num mesmo saco. Ao dia seguinte Catalina saiu livre, sem cargos e os poucos dias saia Jéssica e os lacaios do "jornalismo" apenas dérom a notícia e nom figérom rem por reparar o dano causado a estas duas mulheres com as suas calúnias e difamaçons. Aos jornalistas sim que havia que condená-los por difamadores e chivatos.
Umha das especialidades dos meios de comunicaçonm é desprestigiar as luitas obreiras, com qualificativos de vándalos, violentos, elementos infiltrados, et cétera para criar as condiçons propícias para que os antidistúbios, armados até os dentes e treinados para golpear e matar, machaquem sem contemplaçons a obreiras e obreiros indefesos. Quando o seu único delito é reclamar um convénio justo, ou os seus direitos laborais e sociais.
Os violentos, vándalos, incontrolados ... som sempre os pobres e indefesos obreiros. Também som os que saem dos confrontos com as costelas quebradas, sem os olhos e com múltiples contusons, e estes factos a maioria das vezes som silenciados. Para mercenários e repressores sempre há palavras de alabança, som servidores da ordem, agentes da autoridade, exemplares servidores da propriedade privada ... O certo é que nunca passa rem até que fam presença os uniformados com a sua atitude desafiante, chulesca e provocadora. Em todas aquelas concentraçons, manifestaçons ou protestos onde a polícia nom apareceu nunca houvo altercados. Porque será?
A panaceia da legalidade foi e segue sendo um dos rasgos caraterísticos da mediana e pequena burguesia favorável à colaboraçom de classes. O qual conleva a crença na possibilidade de transformar a ordem capitalista sem entrar em conflito com os seus privilégios. Mas isto mais que um indício de umha realidade é a mentalidade oportunista e corrupta dos seus líderes políticos. Instalados numha sociedade que fingem combater, recomendam respeito às regras de jogo. A classe obreira nom pode respeitar a legalidade burguesa, salvo que ignore o verdadeiro papel do Estado, o caráter enganoso desta democracia; em poucas palavras, os princípios básicos da luita de classes.
Em todos os países o movimento obreiro deveu conquistar a força de luitas e combates prolongados, o direito de reuniom e de greve. Nos conflitos entre o Capital e o Trabalho, as forças repressivas sempre intervenhem contra o Trabalho, nunca contra o Capital. Alguém olhou a um polícia golpear um empresário?
Cárcere de Topas (Salamanca)
1 de fevereiro de 2012