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Ramiro Vidal

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A república do verbo

De Stonewall a Manhattan

Ramiro Vidal - Publicado: Sábado, 28 Junho 2014 09:00

Stonewall e Manhattan som dous nomes ligados a Nova Iorque. Também muito ligados à luita polo respeito à diversidade sexual.


Tudo começou no ano 1969, num 28 de Junho, no que as comunidades gai, lésbica e transgénero se enfrentarom fisicamente à mesma polícia neoiorquina que as assobalhava com a sua implacável e arbitrária perseguiçom. O cansaço provocado polas sistemáticas detençons sem motivo, malheiras e intimidaçons, fixo que aquele dia se desatara a rebeliom nas ruas vizinhas ao local Stonewall Inn, sediado na Christopher Street de Manhatan.

Mas quando eu decidim pôr-lhe o título que figura aí acima a este artigo, refero-me a um Manhattan que está a miles de kilómetros do Stonewall Inn. Fazendo umha viagem a travês do oceano e o tempo, um outro episódio referencial na luita polos direitos dos gais, as lesbianas e os transgéneros na Galiza achamo-lo num Manhattan que se encontra na Corunha, concretamente na Praça de Ponte Vedra. No ano 1980, e para protestar pola expulsom em dias anteriores de dous homens pola sua tendência homossexual daquele exclussivo local corunhês (ainda hoje frequentado por alta burguesia e pessoal vinculado às esferas do poder) dúzias de pessoas entravam no café assim chamado para pedir consumiçons e posteriormente ir embora sem as pagar. Este “plante”, foi o primeiro ato massivo em apoio a pessoas homossexuais objecto de algum tipo de discriminaçom ou agressom que se conheça na cidade herculina.

O trajecto de Nova Iorque a Galiza, continua para nós, numha constante como referência. 28 de Junho é umha data para a luita, sem excluír a festa, mas sem perder de vista que se celebra conmemorando um levantamento contra a impunidade policial e polo direito a existir em liberdade, sem terror, sem coacçons.

No periodo que vai de 1980 aos nossos dias forom bastantes os episódios nos que homossexuais, lesbianas, trans, seriam objecto de agressons na Corunha, com especial destaque para os atos de violência física e verbal procedente de polícia ou elementos reaccionários. Um cenário frequente destes episódios seriam os cantons, lugar de socializaçom habitual, sobre tudo para gais. Lá tenhem acontecido vagas de detençons e identificaçons e periodicamente, de agressons, às vezes dentro de “campanhas de limpeza” de grupos de extrema direita. Um período especialmente conflitivo forom os últimos anos da década de noventa. Nom quer dizer que hoje o problema acabasse.

Enquanto nom houver igualdade perante a lei, enquanto houver espaços de atividade pública onde se censurarem certas condutas afetivas, enquanto a família for um dos principais cenários da repressom, a travesia de Stonewall a Manhattan deve continuar a ser praticada por nós, desde a nossa perspetiva revolucionária. Nom podemos permitir que o 28 de Junho se converta num circo onde cortem o bacallhau os membros de umha elite que nom necessita de Stonewall para nada.

28 de Junho tem que existir para encorajar a que cada pessoa com conduta afetivo-sexual “nom correta”, cada pessoa que viva a sua sexualidade de maneira “nom convencional”, faga o seu particular Stonewall contra aquelas forças que de umha maneira violenta perpetuam a opressom que sofre no seu quotidiano. Para que cada vez mais pessoas passem de agachar-se a rebelar-se.

Vemo-nos no caminho...de Stonewall a Manhattan, próxima parada, a libertaçom sexual da humanidade!


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