A fórmula para essa unidade seria, na proposta de Mariano Abalo, a incorporaçom de Izquierda Unida à nova organizaçom criada no passado sábado por iniciativa do Encontro Irmandinho, partido liderado por Xosé Manuel Beiras.
Abalo terá afirmado que Cangas é o exemplo de como a unidade FPG-IU pode funcionar e "se em Cangas deu resultado, porque nom pode dar na Galiza?". Também o líder de IU em Cangas, Xosé Manuel Paços, defende a unidade com a FPG, aspirando a estender à Galiza a política de alianças com formaçons autonomistas que Izquierda Unida desenvolve em comunidades como a da Catalunha e a de Aragom.
Na verdade, o próprio Xosé Manuel Beiras apontou numha entrevista televisiva no canal TeleVoz, há poucos meses, a conveniência de que IU aderisse ao processo por um Novo Projeto Comum, mas a proposta foi desestimada até agora por Izquierda Unida, supostamente por rejeitar qualquer pacto com a corrente mais direitista das cindidas do Bloque no último ano, hoje agrupada sob a etiqueta 'Compromisso por Galicia'.
Remontando mais no tempo, poderíamos chegar à proposta original da própria FPG em 1992, denominada 'Posiçom Soto', que pola primeira vez teorizava a rutura com o princípio da auto-organizaçom galega em forças próprias e propunha que toda a esquerda (reformista e revolucionária, nacionalista espanhola e galega) se agrupasse numha só organizaçom "para derrotar o PP". Esse é, segundo as declaraçons publicadas no jornal Faro de Vigo, também o objetivo principal colocado nestes dias por Mariano Abalo para justificar a uniom com IU: "A prioridade é sacar o PP das instituiçons".
A FPG, organizaçom criada em 1987 por iniciativa de um grupo de cindidos da UPG liderados polo próprio Mariano Abalo (na altura, secretário-geral da Uniom do Povo Galego), é um dos partidos minoritários que integram ANova, nova organizaçom liderada polo Encontro Irmandinho de Beiras.